Doenças reumáticas afetam cerca de 15 milhões de brasileiros
Dor persistente, inchaço nas articulações e rigidez ao acordar estão entre os sinais de alerta;
Crianças, jovens, adultos e idosos podem desenvolver doenças reumáticas. Esse grupo reúne mais de 120 enfermidades e afeta cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Apesar de frequentemente associadas ao envelhecimento, essas condições podem surgir em diferentes fases da vida e provocar limitações físicas quando não são diagnosticadas e tratadas adequadamente. No dia 30 de outubro, Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo, a reumatologista Emanuela Pimenta, da Clínica Ceder, chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e buscar acompanhamento médico.
O termo reumatismo é utilizado popularmente para designar doenças que afetam articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos. Entre as condições mais conhecidas estão artrite reumatoide, artrose, lúpus, fibromialgia e gota. Dor persistente, inchaço nas articulações, rigidez ao acordar e dificuldade para movimentar determinadas partes do corpo estão entre os sinais que merecem investigação.
“É importante que as pessoas não associem automaticamente as dores articulares à idade ou ao desgaste natural do corpo. Algumas doenças reumáticas têm origem inflamatória ou autoimune e podem evoluir com comprometimento das articulações e de outros órgãos. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e reduzir o risco de complicações”, explica a Dra. Emanuela Pimenta.
Diagnóstico e tratamento ajudam a preservar a qualidade de vida
A avaliação do reumatologista considera o histórico clínico, os sintomas e o exame físico, podendo incluir exames laboratoriais e de imagem. O tratamento depende da doença identificada e deve ser multidisciplinar, combinando medicamentos, fisioterapia, atividade física orientada e acompanhamento de outros profissionais de saúde. A prática regular de exercícios físicos, adaptada às condições de cada paciente, ajuda a preservar a mobilidade, fortalecer a musculatura, reduzir a rigidez articular e melhorar a capacidade de realizar atividades cotidianas.
A atividade física deve ser orientada conforme o quadro clínico, considerando as limitações e possíveis contraindicações. Mesmo durante períodos de intensificação dos sintomas, nem sempre é necessário interromper completamente os exercícios: a intensidade e o tipo de atividade podem ser ajustados com orientação profissional.
“O tratamento das doenças reumáticas exige acompanhamento contínuo, porque os sintomas e as limitações podem mudar ao longo do tempo. Em períodos de maior atividade da doença, por exemplo, pode ser necessário ajustar a intensidade dos exercícios, sem necessariamente interromper a prática. Essa avaliação individualizada é importante para que o paciente mantenha uma rotina ativa com segurança e tenha melhores condições de preservar sua funcionalidade e qualidade de vida”, destaca a especialista.
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